sábado, 16 de março de 2013

Como vai, morena?

Como vai morena? Como está?
Eu, prezada morena da boca pequena, aqui vou indo, nunca mais nós nos falamos.
Nunca mais nós nos vimos.
Nunca mais nos encontramos.
A última vez, me lembro bem, você sorriu lindamente, mas para dizer que tudo estava acabado, que você não mais me amava.
No começo, morena, não dei importância, mas depois...
Depois...
Ora, depois...
Quanta angústia, quantas mágoas guardadas.
Ainda assim, nunca deixamos de nos cumprimentar, você com meu substituto, e eu com aquela que foi sua substituta e minha companheira por tanto tempo - a solidão.
Você, morena de sorriso sereno, causou um estrago muito grande em mim, mas tudo bem, o tempo é o melhor remédio para as feridas.
Gostaria de saber como está e como vai.
Estará bonita como na época em que nos conhecemos? Ou estará estragada pelos anos, pelo ofício de mãe, pela rotina de trabalhadora da periferia, pelo desgaste de dona de casa?
Há quanto tempo que nosso caso aconteceu e você ainda faz parte da minha história, mesmo que já tenha me esquecido.
Saudações, morena.

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(E. R. M., 16/03/13)

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